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Prefeito quer crédito suplementar

Na última semana o prefeito de Cachoeira, Tato Pereira, divulgou um vídeo através das redes sociais, falando sobre a situação do município, em relação aos salários dos servidores, por conta da pandemia do covid-19.

No vídeo o gestor afirma que o Poder Legislativo tem  que estar comprometido na aprovação do crédito suplementar para que o Poder Executivo possa conduzir a situação: “A gente vê uma irresponsabilidade enorme da Câmara de Vereadores de Cachoeira. Mandamos pra lá um projeto de crédito suplementar, que é uma coisa super normal em todas as Câmara do Brasil e o que a gente vê é uma irresponsabilidade da Câmara que não votou nesse crédito e ainda falou com o nosso secretário que só votaria se nós déssemos os notebooks de lá”. Tato acrescentou ainda que os cofres públicos  têm pouco mais de R$ 400 mil no orçamento e que, se a partir do mês de abril não for votado o projeto, não será possível investir nenhum centavo da saúde do município para pagar os servidores públicos.

O gestor pediu que as pessoas cobrem do Poder Legislativo que o projeto seja votado e afirmou que, caso não seja aprovado, não terá condições de pagar os salários dos servidores.

Diante da repercussão do vídeo do gestor municipal, alem de videos de esclarecimentos que os edis estão divulgando nas redes sociais, a Câmara de Vereadores divulgou nessa segunda-feira (23) uma nota de esclarecimento sobre a situação.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Diante das acusações feitas pelo gestor municipal sobre a falta de comprometimento por parte do Poder Legislativo de Cachoeira, a Câmara vem a público esclarecer alguns fatos e rebater as inverdades que foram ditas.

O Projeto de Lei 05/2020, de autoria do Poder Executivo, que pede suplementação orçamentária, desrespeita de forma vil e maldosa a legislação. Não constam no projeto encaminhado os anexos e as justificativas exigidas. O projeto tem apenas uma justificativa muito pobre comparada ao valor que é solicitado.

Não explica sobre o remanejamento de verba entre secretarias ou o remanejamento entre projetos, atividades e operações especiais; também não explica se haverá inclusão de despesa em alguma ação ou projeto já existente.

São muitas falhas cometidas pelo gestor ao apresentar um projeto de tamanha importância, com tão poucas informações! Dessa forma, fica impossível a apreciação do projeto por esta Câmara de Vereadores, que tem como prerrogativa fiscalizar e garantir que o dinheiro público não seja utilizado de maneira irresponsável.

E depois de verificar todas essas falhas, esta Casa Legislativa solicitou do gestor que cumprisse com o princípio básico de transparência, apresentando um projeto plausível, pautado no que a Lei exige.

Sendo assim, cachoeiranos e cachoeiranas, não existe descaso nenhum por parte do Poder Legislativo, que está apenas cumprindo seu papel. Mais uma vez, de forma irresponsável, o gestor quer atribuir aos vereadores a incompetência de não saber gerir da maneira correta o dinheiro público. Ele prefere incitar a população contra os vereadores do que assumir a responsabilidade de não ter priorizado o servidor público.

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